terça-feira, 7 de julho de 2009

Pensando sobre um amor teista

Tentar olhar para a plenitude da terra e entende-la como uma simples coincidência, é o mesmo que o pensar simplório de um pai que olha para o filho e entende que a criança é apenas obra de suas mãos. Perceber cada detalhe daquele pequeno ser, sentir o diferente soar de um choro, receber um beijo ou um pequeno abraço sem ao menos ter pedido vai muito além das minhas capacidades de “criador”.

Olhar para e terra, seus contrastes e belezas, sua altivez e delicadeza, e não perceber a mão de um Criador é tão difícil como perceber somente a minha mão na criação de uma vida tão delicada e preciosa, a do meu filho.

Criações distintas, mas tão perfeitamente formadas, a cada detalhe em cada feição e paisagem, a cada sorriso e pôr do sol, a cada choro e a cada torrente de chuva que ao longe ressoa, a mão de um ser que é tudo fica mais e mais clara.

Revelar-se na criação já seria o motivo suficiente para eu crê, mas perceber um Deus pessoal suplanta todas as expectativas de quem só queria entender-se. Perceber um Deus Criador que é tudo e manifesta-se de forma pessoal, me da esperança.

Tenho esperança ao entender que não estou só, esperança que alimenta o desejo de a cada dia conhecê-lo, esperança que não consigo ver, mas com logaminidade espero, esperança de um dia entender o amor, de vê-lo e perceber que toda espera não foi em vão.

-Almir Lima Andrade-

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